Ter mais candidatas aumenta chance de mulher ocupar vaga em conselho

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O aumento em relação ao número de mulheres nos conselhos de administração de grandes empresas tem sido um processo bastante lento no Brasil e no mundo. Para esse problema, uma pesquisa feita por especialistas dos EUA e da Inglaterra chegou à conclusão que é preciso ter mais candidatas para que ocorra o aumento da presença da mulher nas vagas em conselhos. 

 De acordo com o estudo "Gender Diversity on U.S. Corporate Boards.  Are We Running in Place?", que foi publicado na ILR Review, quando uma mulher deixa a sua vaga em um conselho, na maioria dos casos ela é substituída por outra mulher e, quando a cadeira é deixada por um homem, é comum que outro homem assuma a vaga. Para chegar à essa conclusão, os pesquisadores analisaram as informações de 2002 a 2011 de empresas dos EUA.

Segundo os autores do estudo, as corporações, de modo geral, estão atentas à diversidade de gênero apenas no momento de substituir membros femininos do conselho e não, necessariamente, como razão para alterar a estrutura dos conselhos como um todo. Para um dos autores da pesquisa, o professor da Stanford Graduate School of Business, Charles A. O'Reilly, o que acontece é que as empresas buscam sempre por algum substituto parecido com o que deixou o cargo no conselho.

Na tentativa de reverter a tendência de as empresas sempre substituírem uma mulher por outra mulher e um homem por outro homem nos cargos em conselhos administrativos, os pesquisadores também fizeram alguns testes. 

Em um desses testes, os responsáveis por escolher o novo membro do conselho administrativo foram influenciados pelos pesquisadores em relação a como alterar o perfil do substituto, pode ser algo enriquecedor em termos de discussão e tomada de decisões dentro da corporação. Mesmo assim, nesse teste específico, embora os participantes da pesquisa não tenham apontado o gênero como critério para as suas decisões, prevaleceu a tendência de substituir mulheres por mulheres e homens por homens. 

Numa outra experimentação, os pesquisadores colocaram mais mulheres entre os candidatos às vagas nos conselhos. Em um dos testes, as mulheres eram um terço do número total de candidatos e em outro representavam dois terços. Em ambos os testes, o número de mulheres escolhidas pelos participantes para ocupar as vagas do conselho aumentou. E foi aí que os autores da pesquisa chegaram à conclusão que é preciso ter mais candidatas para aumentar a chance de uma mulher ocupar uma vaga nos conselhos. 

Vale lembrar que, atualmente, apenas na Europa  as presenças das profissionais do gênero feminino nos cargos em conselhos aumentaram de forma significativa, com 11% de crescimento devido aos programas de incentivo e cotas. Nas Américas, de acordo com o levantamento, o aumento foi de apenas 2% nos últimos anos (da mesma forma que ocorre na Ásia), enquanto no leste da Europa esse crescimento foi ainda inferior, sendo de apenas 1%. 

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